domingo, 18 de janeiro de 2015

BARALHO DA FÓRMULA

 Objetivos
Fazer com que os alunos decorem as fórmulas físicas de uma maneira mais agradável e divertida. Este jogo foi elaborado para ser aplicado em todas as series do ensino médio 1°, 2° e 3° ano. Podendo ser adaptado por cada conteúdo estudado, e ser aplicado em qualquer momento, preferivelmente após ter sido estudado o conteúdo.
Materiais utilizados
Cola
Cartolina
Papel Contate
Folha Sulfite
Cartas
Baralhos prontos
Regras
1.    O jogo deverá ser jogado no mínimo com três pessoas.
2.    O jogo contém três baralhos, um vermelho e dois verdes. O baralho vermelho é o baralho no qual estão os temas e o baralho verde estão às fórmulas e um guia de fórmulas, onde contém todas as formulas dos temas contidos nos baralhos.
3.    O cada participante deverá pegar um baralho verde, um terceiro participante será o juiz da competição, esse participante deverá cuidar do baralho vermelho ( temas ).
4.    A cada rodada, o juiz da competição selecionará um tema do baralho vermelho, deixando um tempo máximo de 30 segundos para os jogadores encontrarem todas as fórmulas relacionadas ao tema selecionado.
5.    Passado os 30 segundos, o juiz verificará quantas fórmulas os participantes acertaram.
6.    Qual participante acertar mais fórmulas relacionadas ao mesmo tema será pontuado.
7.    Em caso de empate ( os dois jogadores acertarem o mesmo número de fórmulas ) os dois jogadores serão pontuados.
8.    Os participantes deverão jogar em lados opostos, para não haver alguma forma de ato impróprio ( um jogador espiar as fórmulas do outro participante ).
Vence o jogo quem acumular mais pontos.


MEMORY GAMES - INGLÊS

Instruções:
Após terem aprendido o vocabulário de “everyday activities” em aula, os alunos de 6º ano são orientados a se organizarem em grupos e levar o material para a sala de aula para confeccionar o jogo eles mesmos com a ajuda do professor. O docente com antecedência pede devidamente que os alunos se encarreguem de providenciar o material para produção e são guiados passo a passo na montagem das peças.
Quando tudo estiver pronto, cada grupo joga com as pelas do outro grupo. Assim fica mais fácil de usarem o raciocínio, pois seria fácil demais reconhecer as peças do seu próprio game.
As cartas podem colocadas sobre o chão, onde os alunos se sentam para jogar, com as superfícies lisas viradas para cima. Virando peça por peça, as cartas que fazem conjunto são retiradas gradualmente, à medida que são “descobertas”. Vence o grupo que terminar todas as cartas primeiro e estiverem corretos os pares que os alunos formaram. O professor confere se está tudo correto.

Objetivo: O “memory game” tem como objetivo principal frisar/exercitar o ensino de vocabulário de atividades diárias de maneira ativa, ou seja, os alunos têm mais autonomia. Eles mesmos montam o jogo, e depois brincam com as peças dos colegas, o que funciona como um incentivo ao interação maior entre eles e aprendem inglês brincando, fato este que pode muito bem fazer com que peguem gosto pelo idioma, isto é, passem a aprender com facilidade e gosto, e por consequência, com eficácia!

RE-MEMORIZANDO - ARTES

Introdução

            O ensino de arte em ambiente escolar exige uma forma propositora de conhecimentos significativos em arte e que proporcionam vivencias e aprendizagens fundamentadas nos parâmetros curriculares nacionais. Uma questão importante indicada é a capacidade leitora fundamentada em contextualizações históricas, sociais e culturais por meio de obras de arte. Este jogo foi criado para abordar possibilidades de valorizar tal capacidade nos alunos.
Objetivos
- Incentivar a memorização e a capacidade leitora de obras de arte.
- Contextualizar de forma histórica, social e cultural obras do período renascentista.
- Conhecer e identificar as características formais de obras do período indicado.
Conteúdos
            - História da arte
            - Renascimento
            - Conteúdo e forma
            - Leitura de obras de arte
            - Estética

Período Abordado
- Renascentista
Material para confecção do jogo
            - E.V.A.;

-Papel cartão;
            - Imagens impressas plastificadas;
            - Tesoura;
            - Cola.

Regras do Jogo
- Dividir a turma em grupos de no máximo 10 alunos (se a turma for muito grande, levar mais jogos);
- Primeiro – mostrar as imagens das obras para os alunos memorizá-las da melhor maneira possível.
- Cada grupo terá 30 segundos para observar as figuras, posteriormente as mesmas serão viradas para que se inicie o jogo;
- Segundo – o professor ficará com uma série de perguntas que serão feitas aos alunos que deverão saber sobre a resposta e indicar qual a obra correspondente, assim como o local onde se encontra.
- Se o grupo não souber a resposta, não terá direito de indicar o locar da obra, mas se o mesmo acertar a resposta, ganhará apenas um ponto, passando a vez para o próximo grupo onde terão a chance de encontrar a obra indicada, mas valendo apenas 1 ponto.
            - Cada pergunta será numerada, onde cada grupo escolherá um número de 1 a 20 que corresponderá a uma pergunta, cada grupo de uma vez.
- Serão feitas as perguntas e para o grupo que não encontrar a obra correspondente, será passada a vez, se o grupo seguinte acertar, escolherá outro número, se errar, volta para o anterior, mudando a pergunta.
- Se o primeiro grupo acertar de primeira, ganhará 2 pontos, se errar e o segundo grupo acertar a mesma, receberá 1 ponto.
- Para o grupo que vencer, os alunos receberão uma pontuação na média do bimestre a ser decidida pelo professor.
Avaliação
            O jogo em si é uma avaliação, pois precisa de memorização e aprendizagem sobre o conteúdo pedido.
Sugestões:
            -Pode ser jogado também em 3 alunos,

           -Um lendo as perguntas e os outros dois jogando.

JOGO DA VELHA DE HISTÓRIA

É um jogo de tabuleiro onde se joga de 2 em 2 jogadores, cada participante escolhe uma forma de representação, geralmente O ou X, a jogada é alternada, o objetivo do jogo é conseguir uma sequência de algarismo (O/X) na vertical, horizontal ou diagonal.
Quando o jogador consegue o objetivo, ganha a partida.
Como inserir o jogo no aprendizado escolar
Ø  Dividir a classe em 8 grupos de 6 alunos.
Ø  Dividir esses 8 grupos em 2, ou seja, duas chaves com 4 grupos de 6 alunos.
Cada chave jogará entre si, o vencedor da 1º chave jogará com o vencedor da 2º chave, e assim por diante.
Exemplo: 
Chave 1 
Ø   Partida 1:  grupo A x B  “ A” vencedor.
Ø   Partida 2: grupo C x D  “C” vencedor. 
Ø   Partida 3: grupo A x C “A”  vencedor.
Ø   Partida 4: grupo B x D  “B” vencedor. 
Ø   A 1º lugar da chave 1.
Ø   B 2º lugar da chave 1.
Chave 2.
Ø   Partida 5: grupo E x F “F” vencedor.
Ø   Partida 6: grupo G x H “G” vencedor.
Ø   Partida 7: grupo F x G “G” vencedor.
Ø   Partida 8: grupo E x H  “H” vencedor. 
Ø   G 1º lugar da chave 2.
Ø   H 2º lugar da chave 2.
Jogada valendo o  3º  lugar
Cada quadrado do jogo possui uma pergunta.
  O aluno escolherá a pergunta.

Ø  Respondendo essa pergunta corretamente, será colocado o símbolo correspondente ao grupo. (O/X)
Ø  O grupo que conseguir responder corretamente as perguntas seguindo as regras do jogo (que é fazer a sequencia do mesmo símbolo) ganha a partida.
Ø   É necessário para esse jogo no mínimo 100 questões, pois para cada jogo da velha é necessário 9 perguntas, e se o jogo der velha, o grupo terá de jogar novamente.
Ø   O prêmio fica a critério do professor; podendo valer pontos na média do aluno, ou até uma forma concreta de premiação.

Esse jogo pode ser feito na lousa da sala de aula, não precisando assim de matérias especiais, somente a elaboração das questões.

RODA A RODA LITERÁRIA

OBJETIVOS DO JOGO
Desejamos, através do “Roda a Roda Literário” facilitar os estudos dos alunos, além de       despertar neles o interesse pela literatura, de modo com que ela se torne um hábito prazeroso.
SÉRIE
Destinado à alunos que estejam cursando a 2ª série do Ensino Médio.
DISCIPLINA
Língua Portuguesa – Literatura
CONTEÚDO
Questões sobre os Movimentos  Literários da Literatura Brasileira.
Sendo eles, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo e Parnasianismo.
MATERIAIS UTILIZADOS
Uma roda de plástico como base (também pode ser confeccionada com disco de vinil inutilizado), canetinha, cartolina e papel dobradura utilizados para colar sobre a roda e para confeccionar os cartões onde serão escritas as dicas.
Regras - Como jogar:
•           O jogo poderá ser disputado entre dois ou mais adversários.

•           Após disparar a roda, ela irá parar em um dos movimentos literários, o orientador então pega uma das fichas correspondentes e faz a pergunta.
•           Os jogadores terão 3 dicas, valendo 10, 5 e 2 pontos respectivamente.
•           Se o jogador acertar na primeira dica ganha os 10 pontos e continua respondendo, se errar, passa a vez ao adversário e esse receberá a próxima dica (valendo 5 pontos),  se ainda assim a pergunta não obter resposta, ela volta ao primeiro participante ou para o próximo grupo, que terá a terceira dica (valendo 2 pontos).
•           As questões que não forem respondidas pelos participantes e conseqüentemente não gerarem pontos, deverão ter suas respostas reveladas pelo orientador .

•           O(s) ganhador serão aqueles que obtiverem maior número de pontos.

Determinação do teor de álcool na gasolina

Tema: Relações quantitativas envolvidas na transformação química
Objetivos:
Reconhecer a presença da Química no controle de qualidade.
Determinar o teor de álcool em uma amostra de gasolina e verificar se as mesmas estão dentro das normas técnicas e em perfeitas condições de uso. 
Introdução teórica: A gasolina é uma mistura de hidrocarbonetos (compostos orgânicos que contém átomos de carbono e hidrogênio) obtidos do petróleo bruto, por intermédio de vários processos como, por exemplo, da destilação fracionada do petróleo.
Os hidrocarbonetos que compõem a gasolina são formados por moléculas de menor cadeia carbônica (normalmente cadeias de 4 a 12 átomos de carbono).
 Cuidados
A gasolina é um líquido tóxico, bastante volátil; durante a realização desta experiência, mantenha o laboratório arejado e evite a inalação dos vapores de gasolina. Por outro lado, a gasolina é altamente inflamável; assim, durante a realização desta experiência, não deve haver qualquer chama acesa no laboratório.
Materiais e reagentes:
20 mL de uma solução aquosa de NaCl (100g Nacl — 1 litro de água)
20 mL de gasolina
1 proveta de 100 mL
1 rolha para tampar a proveta
1 pipeta de 10 mL (ou um conta gotas).
Procedimento: Usando a pipeta (ou um conta gotas), coloque 20,0 mL de gasolina na proveta. A seguir, adicione 20,0 mL de água, tampe a proveta com a rolha e agite a mistura água-gasolina. Após deixar o sistema em repouso para que ocorra a separação das fases, determine o volume de cada fase. Então, calcule o teor porcentual de álcool na amostra de gasolina.
O teor porcentual (volume a volume) de álcool na gasolina, T%, pode ser calculado utilizando-se a seguinte expressão:
 T% = (Válcool / Vinicial gasolina) . 100%
 onde:
 Válcool = 20,0 mL – Vfinal gasolina
 Note que na última fórmula, o volume 20,0 mL se refere ao volume inicial da mistura gasolina álcool.
 Observações:
Atualmente recomenda-se que o teor (volume a volume) de um líquido numa solução líquida seja expresso como concentração em volume, Ø , (em mL/L, por exemplo). Neste caso, o cálculo seria feito usando a seguinte expressão:
Ø = Válcool / 0,0200 L
onde:
Válcool = 20,0 mL – Vfinal gasolina
A concentração de álcool na gasolina brasileira, segundo o CNP – Conselho Nacional do Petróleo, deve estar entre 18% e 24%, volume a volume (ou, em unidades de concentração em volume, 180 mL/L a 240 mL/L).
Questões
1) Por que o álcool foi extraído pela água?
2) É possível separar o querosene (mistura de hidrocarbonetos, que são substâncias apolares) de uma mistura querosene-gasolina colocando-a em contato com água (substância polar)? Por quê?

3) Uma mistura de duas substâncias, A (polar) e B (apolar), pode ser separada com a utilização de uma substância C (apolar)? E com a utilização de uma substância D (polar)? Por quê?

Preparando um polímero

este experimento esta enquadrado na proposta curricular do: 3º Bimestre da 3ª série do ensino médio
Tema: Biosfera como fonte de materiais
Objetivo: Obter um polímero em laboratório.
 Introdução Teórica: Polímeros são macromoléculas (moléculas muito grandes) obtidas pela combinação de um imenso (da ordem de milhares) de moléculas pequenas, denominadas monômeros.
O processo pelo qual isso é feito é denominado polimerização. Este processo é conhecido em laboratórios desde 1860, mas foi em 1864 que se desenvolveu o primeiro polímero de utilização prática, o celulóide (nitrato de celulose).
O aproveitamento prático do celulóide, porém, sempre foi limitado, uma vez que ele é altamente inflamável e sofre decomposição quando exposto à luz e ao calor.
Essas características do celulóide acabaram gerando certo descrédito em relação à classe dos polímeros. Foi o químico belga Leo Hendrik Baekeland (1863-1944) que, investindo em pesquisas, conseguiu desenvolver em 1909 uma resina plástica de propriedades extraordinárias, com resistência excepcional ao calor. Essa resina que foi denominada em sua homenagem, bakelite. A partir daí o número de polímeros desenvolvidos aumentou de maneira surpreendente.
Não é muito dizer que a nossa sociedade atual depende incondicionalmente desses materiais, ou seja, estamos vivendo na “era dos plásticos”.
A preparação de polímeros normalmente requer condições adequadas de pressão e temperatura e, também, catalisadores apropriados. No entanto, existem alguns polímeros que podem ser feitos de maneira simples. Um polímero de fácil preparo é conhecido como sinteco e é utilizado na fabricação de vernizes para madeira, ou ainda, de pacas resistentes.
 Materiais: béquer de 250mL, bagueta de vidro.
 Reagentes: 50mL de cola branca, aproximadamente 10mLde bórax 0.1M (tetraborat de sódio), corante alimentício (algumas gotas).
 Procedimento:

 Colocar a cola no béquer e colorir com o corante alimentício à gosto. Ir adicionando gota a gota o bórax, mexendo sempre, até que desgrude da parede do béquer. Manipule bastante para definir a textura da “meleca”.

Concepção epistemológica e prática pedagógica




Por que afirmamos que a concepção epistemológica do professor (Becker, 2011; 2010) faz diferença em sua concepção pedagógica e em sua prática didática?


Está fora de moda ler obras como A didática magna, de Comenius; O Emílio, de Rousseau; Sobre a pedagogia, de Kant. O que se dirá para quem decide ler Platão, garimpando suas ideias sobre educação, como o faz magistralmente o filósofo Jayme Paviani (2008); ou para quem pretende ler a Paidéia, de Werner Jaeger? Até Piaget e Freire foram classificados como fósseis por um palestrante estrangeiro que, em palestra ulterior, afirmou que um dos filhos de Piaget havia se suicidado, tão horrível era seu pai... Não é raro, ouvir-se de alunos de Pedagogia, de outras licenciaturas e, até, de mestrado e doutorado, que algum dentre seus professores excluiu, com ostensivo menosprezo, esses dois autores de suas indicações bibliográficas. É impressionante como o patrulhamento ideológico, fundado em critérios no mínimo questionáveis para não falar ridículos, corre solto pela academia. A crítica, científica e filosófica, encontra-se tão debilitada ou omissa que não consegue mais distinguir um texto acadêmico de um texto de autoajuda. Recentemente, um mega-congresso educacional escalou, para a palestra de abertura do evento, um sucesso editorial de autoajuda; o livro mais promovido no evento era de outro sucesso editorial desse gênero de literatura. A educação parece entregue às traças...

Talvez nunca se tivesse tido consciência tão aguda e de tamanha extensão de que a educação brasileira precisa de mudanças profundas e urgentes; tanto a educação escolar, quanto a não escolar (familiar, empresarial, de trânsito, de convivência pública, ética, etc.). Interessa-nos, aqui, a educação escolar. Em especial, a formação dos professores.


Estudei, durante anos, a epistemologia subjacente ao trabalho docente ou “Epistemologia do professor” (2009). Dentro da mesma ótica, dediquei ainda mais tempo ao estudo da “Epistemologia do professor de Matemática” (2010). O que encontrei ali?


Partamos do seguinte problema: “Por que afirmamos que a concepção epistemológica do professor causa impacto em sua concepção pedagógica e em sua prática didática?”


Perguntei aos professores, nessas pesquisas, sobre: sua concepção de conhecimento e de aprendizagem, as condições prévias do conhecimento-capacidade, a capacidade cognitiva de crianças pequenas ou recém-nascidas, a influência do meio social, o papel de professor e de aluno, a importância da história do conhecimento que ele ensina, a diferença entre ensinar Matemática por algoritmo ou por resolução de problemas, o significado da Matemática escolar para o aluno, a adequação do currículo escolar, etc. As respostas não deixam de surpreender.


Sobre o papel de professor, um docente afirma: "O professor deve organizar o conteúdo, esmiuçar, tornar agradável e estimulante o conteúdo. O aluno deve... pôr o conteúdo nos buracos que ele tem na cabeça...". Sobre o papel de aluno, diz outro docente: "O aluno é como a anilina no papel em branco, que a gente tinge, passa para o papel; o aluno assimila, elabora, coloca com as próprias palavras”, aquilo que o professor ensinou. Perguntado sobre a formação dos conhecimentos, diz um professor: O conhecimento "se dá à medida que as coisas vão aparecendo e sendo introduzidas por nós nas crianças...". Sobre aprendizagem, um professor universitário de História afirma: “Ninguém pode transmitir. É o aluno que aprende. [...] Então temos, através disso tudo, uma vocação: o ensinar, o transmitir. Assim como se tem uma vocação para a música e o desenho tem para ensinar, também. Nem todo mundo tem isso. [...]. Eu acho que é um tipo de dom que as pessoas têm”. A professora de Ensino Médio, perguntada sobre a capacidade de aprendizagem de crianças pequenas ou recém nascidas, respondeu: “Olha, eu nunca pensei nisso, eu acho que isso aí é uma coisa inata. [...] Depende da criança, às vezes têm crianças superdotadas, tem uma facilidade bárbara, já nascem com aquele talento, mas não são todas”. Perguntado sobre os papéis de professor e de aluno, na sala de aula, afirma enfaticamente este professor: “O professor ensina e o aluno aprende. Qual é a tua dúvida?”.

Todas essas manifestações de docentes mal disfarçam suas concepções epistemológicas pré-científicas ou de senso comum. O professor pode ensinar conteúdos recentes de Física e interpretar os processos de aprendizagem desses conteúdos, por seus alunos, de acordo com concepções epistemológicas do mais raso senso comum, como aquela que acredita que se aprende por estimulação; ele acredita que basta ser estimulado para aprender algo, pois o conhecimento é cópia da realidade. Do mesmo modo, o professor de Matemática pode ensinar cálculo diferencial e integral, ou geometria dos fractais, ao mesmo tempo em que compreende que as ideias matemáticas sempre existiram ou são inatas; isto é, seu aluno, quando recém-nascido, já possuía essas ideias; se não as possuía, jamais poderia aprendê-las. Ele não sabe que o matemático constrói as ideias matemáticas; acredita que ele apenas as descobre, pois elas sempre existiram; revelam assim um inatismo quase religioso.

O mais comum é essas duas concepções epistemológicas, opostas entre si, tributárias do senso comum, virem amalgamadas pelos docentes. É assim que elas se refletem no ensino. Um docente não é apenas empirista, enquanto outro é apriorista. O mesmo docente manifesta seu compromisso com ambas epistemologias.

O bom professor, depois de algum tempo, percebe que alguns alunos se destacam, enquanto outros não dão conta dos conteúdos mínimos que ensinou. Afirma, então, referindo-se ao primeiro grupo: este aluno nasceu inteligente. Donde tirou essa conclusão? De sua concepção epistemológica, pois ele não tem know-how para fazer tal diagnóstico. Que parte do genoma humano traz a inteligência pronta? O que sabe ele a respeito? Como explicar que alunos que nada aprendem, quando integrados num ambiente impregnado de uma pedagogia ativa, passam a aprender melhor que a média? E alunos individualmente “geniais”, quando em grupo, enfrentando um problema prático, mostram-se medianos ou, até, abaixo da média. Ou alunos que respondem com alta performance quando se trata de reproduzir conteúdos de memória, não conseguem passar da mediania quando se exigem deles raciocínios mais complexos.

O bom professor prepara bem sua aula, faz desenhos no quadro, demonstra o cálculo passo a passo, usa imagens coloridas, datashow; lousa eletrônica, então, é um sonho... No entanto, só alguns alunos aprendem. Ele explica: eles aprenderam porque eu os estimulei. Alguns professores mostram-se convencidos de que a estimulação com recursos tecnológicos sofisticados leva o ensino ao topo. Mesmo assim há alunos que não aprenderam? É, então, que o pesquisador é surpreendido com as seguintes justificativas: isso acontece porque são preguiçosos, indolentes, não querem nada com nada, são pobres, moram na favela, vêm de famílias desestruturadas, estão bloqueados, não aprenderam os pré-requisitos, etc., etc.. Mas, eles não foram estimulados tanto quanto os outros? Então, por que não aprenderam? Será que o docente pelo menos suspeita que a estimulação, embora importante, pode não ser suficiente? Como explicar que alunos estimulados que não aprendem, quando integrados num ambiente de pedagogia ativa passam a aprender melhor do que a média? O professor, preso a epistemologias do senso comum, não consegue explicar o que acontece. Apela, então, para explicações preconceituosas que culpam o aluno pelo seu fracasso.

Piaget (1972) nos desvenda este “mistério”.

Mas este fator [transmissão educacional] é insuficiente porque a criança pode receber valiosa informação via linguagem, ou via educação dirigida por um adulto, apenas se estiver num estado que possa compreender esta informação. Isto é, para receber a informação ela deve ter uma estrutura que a capacite a assimilar essa informação. Essa é a razão por que não se pode ensinar alta matemática a uma criança de cinco anos. Ela não tem a estrutura que a capacite a entender (p.4).

Alunos não aprendem por muitos motivos. Muitos não aprendem porque não têm estrutura para assimilar o que lhes é ensinado. Eles são muito mais numerosos do que se suspeita. Quando um aluno diz: “Professor, não estou entendendo nada!”, será que a queixa deve-se apenas à falta de pré-requisito?

No mesmo texto, Piaget (1972), criticando a teoria estímulo-resposta afirma que o mínimo que se pode fazer com esse esquema é introduzir nele a assimilação. Assim, o esquema E – R deverá ser representado desta forma: E [A] R. Traduzindo, se o estímulo (E) não for assimilado (A) pelo sujeito, não haverá resposta (R); ou, se a assimilação for precária, a resposta será precária, etc.. Para assimilar o estímulo o sujeito precisa ter construído estrutura capaz de assimilá-lo. É essa estrutura que produz – constrói! – a resposta. É neste sentido que a resposta, de certa forma, precede o estímulo; a resposta sinaliza que a estrutura se transformou desafiada pelo estímulo; a resposta é produto da atividade da estrutura, reconstruindo-se, desafiada pelo estímulo. Sem estrutura não há resposta! E a estrutura é construída, no plano do desenvolvimento, pela ação do sujeito desafiada pelo meio.

Não tenho mais dúvidas de que um dos maiores desafios da escola, e da docência em particular, é o de compreender que o desenvolvimento abre caminhos para a aprendizagem. Sem desenvolvimento não haverá aprendizagens de conteúdos novos, mais complexos. O desenvolvimento acontece sempre que o sujeito responde a algum desafio que não havia respondido até hoje – pode ser relativo a um conteúdo novo, ou a aspectos mais complexos do mesmo conteúdo. Exagerando um pouco, para melhor compreender, podemos dizer que existe o processo de desenvolvimento realizado pela ação do sujeito sobre o meio (assimilação), físico ou social, e sobre si próprio (acomodação). A aprendizagem não passa de um epifenômeno do desenvolvimento. “[...] considero que o desenvolvimento explica a aprendizagem” (Idem, p.1), e não o contrário. “Na realidade, o desenvolvimento é o processo essencial e cada elemento da aprendizagem ocorre como uma função do desenvolvimento total, em lugar de ser um elemento que explica o desenvolvimento” (Id., p. 1). Ou, “a aprendizagem é função de instrumentos lógicos à disposição do indivíduo” (Piaget, 1959, p. 94).

Isso em nada diminui a importância do processo de aprendizagem; mas, como um processo secundário; o desenvolvimento é, portanto, o processo principal.

A aprendizagem é possível apenas quando há uma assimilação ativa. É essa atividade de parte do sujeito que me parece omitida no esquema estímulo-resposta. A formulação que proponho coloca ênfase na idéia da auto-regulação, na assimilação (Piaget, 1972, p.7).

A atividade assimiladora do sujeito leva a acomodações, isto é, a melhoras na estrutura cognitiva. Com essas melhoras, o sujeito poderá assimilar o que antes era impossível. O desenvolvimento abre caminhos para aprendizagens de conteúdos mais complexos ou conteúdos novos. É por isso que a aprendizagem não deve ser reduzida, minimizando a atividade do sujeito; deve antes potencializar essa atividade; só assim ela chegará a atingir os mecanismos do desenvolvimento.

Toda ênfase é colocada na atividade do próprio sujeito, e penso que sem essa atividade não há possível didática ou pedagogia que transforme significativamente o sujeito (Piaget, 1972, p.7).

A grande tarefa da escola, da docência em particular, é propiciar aprendizagens ativas que sejam expressão do desenvolvimento atual e que o desafiem até o limite de suas possibilidades. Com isso, o objetivo da aprendizagem escolar deixará de ser a acumulação de conteúdos, por estimulação e repetição, fundado na crença de um genoma pré-formatado, para transformar-se na busca do aumento da capacidade de aprender. Os conteúdos não deixarão de ser importantes, mas sua importância será relativizada em função de um objetivo maior: o aumento da capacidade de aprender que se realizará pelo desenvolvimento.

Essa tarefa não poderá ser realizada, de forma duradoura, sem ser compreendida pela docência e pela gestão escolar. Para ser compreendida é preciso uma crítica radical das epistemologias do senso comum, na direção de um construtivismo epistemológico, fundado na autorregulação ou na equilibração, isto é, numa concepção de desenvolvimento – não apenas na transmissão social fundada na crença de uma aprendizagem por repetição visando a acumulação de conteúdos.


Referências bibliográficas

BECKER, Fernando. Epistemologia do professor; o cotidiano da escola. 14ª ed. Petrópolis: Vozes, 2009.

BECKER, Fernando. Epistemologia do professor de matemática. Petrópolis: Vozes, 2012.

PIAGET, Jean. Desenvolvimento e aprendizagem. In: LAVATELLY, C. S. e STENDLER, F. Reading in child behavior and development. New York: Hartcourt Brace Janovich, 1972. (Cf. tradução in: http://pt.scribd.com/doc/72917700/Piaget-Desenvolvimento-e-Aprendizagem-Trad-Slomp)

PIAGET, Jean & GRÉCO, Pierre. Aprendizagem e conhecimento. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1974.

Educação e a prática pedagógica

A sociedade atual por ser social e historicamente construída pelo homem necessita de linguagens plurais para dialogar e interagir com a diversidade. Nesse sentido, a educação reproduz a sociedade por também ser social e historicamente construída pelo homem e, em conseqüência disto, historicamente sempre teve a obrigatoriedade de dar respostas e interferir nas demandas que os contextos depositaram e colocam. 

Ao analisarmos as práticas pedagógicas, cabe-nos inquietarmos com a dicotomia que existe entre a teoria e a prática, como se elas não fossem as duas faces de uma mesma moeda. Constatamos, através de estudos feitos que, a formação docente é construída historicamente antes e durante o caminho profissional do docente, e que, se faz também no social. Cria-se então um círculo vicioso, onde a formação docente depende basicamente, tanto das teorias, quanto das práticas desenvolvidas na vida escolar. De acordo com o currículo por competências, a nova ênfase educacional baseia-se na mobilização dos saberes construídos para solucionar problemas específicos. Não podemos enfatizar a teorização em detrimento da prática. 

Quando o docente se apropria do conhecimento e se beneficia das contribuições teóricas referentes às compreensões de aprendizagem, escolhe as melhores formas de trabalhar, vence as dificuldades e vê com clareza as novas possibilidades de uma atuação com qualidade. Assim sendo, as probabilidades de reflexão e crítica sobre as práticas docentes surgem com maior coerência. 

Pimenta (2005, p.26) afirma que o saber docente não é formado apenas da prática, sendo também nutrido pelas teorias da educação. Mediante esta afirmação fica claro que, a teoria tem importância fundamental, pois ao nos apropriarmos de fundamentação teórica nos beneficiamos de variados pontos de vista para uma tomada de decisão dentro de uma ação contextualizada, adquirindo perspectivas de julgamento para compreender os diversos contextos do cotidiano. A interação dialógica entre saberes gera o desenvolvimento de uma prática pedagógica autônoma e emancipatória. 
Nós, professores, precisamos refletir sobre a constituição e interação dos saberes, que ratificam a prática do fazer docente. 

O desafio fundamental para o profissional da educação é distinguir e compreender as teorias subentendidas na sua própria prática e, originar condições para que diante das teorias, modifique seus pontos de vista, atitudes, posturas e atuação no exercício educacional. 

“O nosso saber é o sentido que damos à realidade observada e sentida num dado momento. Existe no tempo, como uma paragem, uma etapa. Está em constante transformação, em perpétuo movimento, tal como uma sinfonia inacabada”. Barth , (apud FIORENTINI; SOUSA Jr.; MELO). 

Por Amélia Hamze
Colunista Brasil Escola


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

MÁQUINA TRANSFORMA AR EM ÁGUA POTÁVEL

Pessoal, olha que processo genial para se produzir água, baseado em conceitos simples da química
O designer australiano Edward Linnacre criou um sistema de irrigação que funciona com o princípio de transformar ar em água. Chamada de AirDrop, a técnica poderia representar ganhos relevantes à agricultura e à produção de alimentos em um planeta que comporta hoje 7 bilhões de pessoas e com crises alimentares em algumas regiões.

              O sistema tira a água do ar e a devolve para o lugar de
                onde saiu, as raízes das plantas. (Foto: Divulgação)


A ideia é baseada no princípio da condensação do vapor em água líquida. Mesmo os desertos mais áridos do planeta oferecem alguma umidade em seu ar, e a ideia de Edward Linnacre foi criar estruturas que possam resfriar esse ar para extrair a água. O conceito seria muito últil em áreas assoladas por secas sazonais. Segundo Edward, o sistema “tira a água do ar e a devolve para o lugar de onde saiu, as raízes das plantas”.
O equipamento necessário é simples. Uma turbina para sugar o ar ambiente, canos subterrâneosfeitos de cobre que receberão
o fluxo de ar para que ele circule e se resfrie em seu interior e estruturas que absorvam a água que se condensa no exterior dos encanamentos e a encaminhe para onde ela é necessária. Como o armazenamento da água é subterrâneo, é possível fazer a irrigação das plantas pela raiz. O sistema é subterrâneo porque o subsolo é mais frio e permite que a água se condense mais facilmente.
Edward também desenvolveu um sistema de monitoramento que permite, via monitor LCD, que o operador conheça os níveis de armazenamento de água, pressão do ar e das bombas e quanta energia há nas baterias – caso ele use energia solar.
O projeto AirDrop é totalmente sustentável e prevê também a possibilidade de alimentar a turbina e os demais sistemas – coleta e bombeamento de água – via energia solar. Mais do que “devolver a água para onde ela pertence”, o projeto pode até ajudar a matar a sede de populações de lugares que sofrem com escassez de água, como diversos países da África.
Via: James Dyson Award
Como a notícia pode cair no ENEM?
As mudanças de estado físico constituem um tópico muito cobrado na prova e podem se relacionar ao assunto ligações químicas ou a termoquímica. Dessa forma, é muito importante conhecermos as mudanças de estado de agragação, quais as ligações rompidas nessas mudanças e a quantidade de calor envolvida nas mesmas.
https://www.youtube.com/watch?v=aUuaXzwjXj0

A QUÍMICA E TOXICIDADE DOS CORANTES DE CABELO

Esse post vai para as meninas (e meninos) que gostam de dar uma mudada no visual e recorrem a tinturas de cabelo. Todos nós já ouvimos termos do tipo: “Meu cabelo é puro, não tem química” Pois bem, nós já sabemos que isso é um grande equivoco, afinal, você lava seu cabelo, é ou não é? Dessa forma já estamos lançando química nele! A Água!!!!!  
Outro ponto que vale destaque nesse post é que nos vestibulares atuais a banca vem recorrendo muito a assuntos do nosso cotidiano e nesse cenário, porque não falarmos de CA-BE-LO? Nesse artigo da Química Nova (uma revista científica) conheceremos um trabalho que esclarece como nosso cabelo é feito, diferencia os tipos de corantes que usamos, e fala da toxicidade deles. Tudo bem, o artigo é bem longo, mas vale a pena ao menos fazer uma leitura dinâmica e principalmente testar suas habilidades de reconhecer funções orgânicas (quem sabe não cai no ENEM?). No corpo do artigo você vai observar que temos várias moléculas bem grandonas e acho que seria um bom exercício dar uma olhadinha nela com um olhar de vestibulando! Então vamos lá, mãos a pinturaleitura!

Abaixo, segue um trechinho da introdução do artigo, o artigo em PDF e o link para visualização!
“A mudança na cor do cabelo é um desejo inerente dos seres humanos e um dos adornos mais antigos da história humana. O uso das tinturas de cabelo remonta, no mínimo há 4000 anos. Existem diversas evidências históricas sobre a arte do tingimento de cabelo com corantes naturais, vegetais e minerais, desde os primórdios da civilização. No Egito, por exemplo, foram encontrados cabelos de múmias tingidos com hena. No Império Romano, há evidências do uso de pentes embebidos em sulfeto de chumbo que na presença de vinagre produziam gradualmente uma cor marrom escuro (acetato de chumbo), cor esta também desenvolvida pela exposição à fumaças sulfurosas e usadas rotineiramente para escurecer os cabelos grisalhos. Evidências bibliográficas indicam ainda o uso de extratos de plantas, principalmente nogueira (cor marrom), camomila (amarelo), hena com índigo (preto escuro) como cosméticos.”
Link do artigo : http://quimicanova.sbq.org.br/imagebank/pdf/v37n6a19.pdf


Criando livros

Compartilhado pela profª Shelly Terrel, no Twitter, o MyStorybook, permite a criação de histórias digitais infantis,gratuitamente.

Os livros prontos são disponibilizados em uma biblioteca, no próprio site.

Além de criar histórias com os alunos, dá para criar uma história e depois trabalhar com os alunos em atividades do tipo teste cloze (para saber mais sobre isso leia esse artigo).

Dei uma conferida,ontem, mas não tive tempo de terminar minha história.Assim que tiver um tempo, termino e divulgo aqui,ok?

Criem e depois compartilhem, aí nos comentários.

Para acessar o site clique: My StoryBook         www.mystorybook.com

Revista Histórica

A Revista Souza Cruz circulou no Brasil entre os anos de 1916 e 1935 e apresentava temas variados.O acervo foi digitalizado e está disponível on-line, para quem quiser conhecer e ler.
Há seções de literatura, crônicas, mulher,poesia (inclusive de Cecília Meireles), galeria de imagens e publicidade
Leia esse recorte da seção mulheres, no qual se discute o direito das mulheres.Observe a grafia.Não seria interessante os alunos conhecerem como era a escrita nessa época?



Na seção de publicidade, além da ortografia, encontramos os preços do produtos, de forma bem diferente do que temos atualmente.Alguém aí sabe como é que se lia 14$000?
Não sabe ler o valor da tintura de cabelo? Aproveite para conhecer a história do dinheiro brasileiro, publicada pelo Banco Central

acesse a Revista Souza Cruz nesse endereço :

http://www.revistasouzacruz.com.br/fasciculos.html

Esse material é um recurso legal para um projeto interdisciplinar, não acha?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Qual a utilidade do dicionário, além de mostrar o significado das palavras?



Esse livro, que tem como sinônimos desmancha-dúvidas, glossário, léxico, léxicon, pai-dos-burros, tira-teimas, tesouro e vocabulário, reúne muitos verbetes e várias outras informações importantes, embora o conteúdo de cada um deles varie conforme os autores. Geralmente, os dicionários compilam dados sobre a classe gramatical das palavras, a regência e a divisão silábica, além de trazer orientações sobre a pronúncia, os sinônimos, os antônimos e os termos derivados ou relacionados.
Também é possível encontrar na maioria deles as formas feminina, plural, aumentativa e superlativa. Tudo isso é indicado com abreviações explicadas nas primeiras páginas.
Portanto, consultá-las para entender tudo o que está escrito sobre determinado verbete é essencial. Por exemplo: s.2g indica um substantivo de dois gêneros, tal como ocorre com motorista e personagem. Lat. (ou lat.) é referente a palavras originárias do latim, como se vê em entender e ósseo.
No início dos dicionários, também podem constar explicações sobre formas das conjunções verbais, prefixos, sufixos, regras de acentuação gráfica, formas de tratamento, símbolos matemáticose até tabelas de numerais. Alguns deles oferecem como conteúdo extra um resumo gramatical que permite sanar dúvidas sobre o emprego da crase e também do hífen (o que é bastante útil atualmente, pois, com o novo acordo ortográfico, o pequeno traço não existe mais em diversos verbetes).

sáude pública

Ao nível da sáude pública pode falar-se em vários níveis de prevenção.

Indicadores do estado de sáude de uma população



O estado de saúde de uma população pode ser avaliado por indicadores.

 

Os primórdios da fotografia

No século XVI , já se sabia projetar uma imagem utilizando uma câmara escura, mas não se conhecia
a maneira de a registrar.

Em 1826, o francês Joseph Niepce ( 1765-1833 ) tirou a primeira fotografia.

Revestiu uma capa de metal com substâncias químicas sensíveis à luz e, utilizando uma câmara escura , projetou uma imagem na chapa. A exposição durou oito horas e a imagem que obteve era pouco nítida . Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia: gravura com a luz solar.



Em 1837, o francês Louis Daguerre ( 1787-1851 ) aperfeiçoou o processo de Niepce, criando o tipo de fotografia conhecido por daguerrótico.

Em 1839, o inglês William Fox Tabolt (1800-1877 ) inventou um processo de produzir fotografias em negativo do qual se podiam obter muitas reproduções em positivo.

Já se passaram 188 anos da primeira captura de uma imagem pelo homem e nesse período a fotografia já passou por muitas fases, formas e instrumentos de captura, até chegar aos dias atuais e na moderna tecnologia digital.

O processo fotográfico que no início era complicado, custoso, pedia grandes investimentos, conhecimento técnico (e muita experimentação nos seus primórdios) e por isso de acesso restrito às pessoas, no geral, se modificou, se tornando acessível ao longo de seu desenvolvimento ao público em geral.

O início da fotografia digital

No final dos anos 60 foi desenvolvido, pela Bell Labes, o primeiro CCD, que foi lançado comercialmente pela Fairchild Imaging em 1973. Tinha o nome de 201ADC e capturava imagens com resolução de 0,01 megapixels (100 pixels)
Em 1975 a Kodak lança um protótipo de uma câmera sem filme baseado no CCD Fairchild. Foi desenvolvida por um de seus engenheiros elétricos, Steve J. Sasson. Era grande e volumosa (e nem podia ser diferente com a tecnologia disponível à época), pesando 4 quilos gravava as imagens – em preto-e-branco – em uma fita cassete. Sendo que cada imagem levava 23 segundos para ser gravada. Utilizava um conversor analógico-digital da Motorola e uma lente 35mm de uma câmera Kodak. Era alimentada por 16 baterias de níquel-cadmio.




Em 1976 a Fairchild lança a primeira câmera comercial da história a MV-101, baseada no projeto Kodak.

A primeira câmera de status completamente digital foi a Fairchid All-Sky Camera, que lançada em 1976, processava suas imagens através de um microcomputador acoplado, o Zilog Mcz 1/25. Era baseada no CCD 201ADC e foi desenvolvida pela universidade de Calgary,no Canadá e era usada basicamente para fotografar auroras boreal.

O primeiro grande impulso para o mercado consumidor se deu no dia 25 de agosto de 1981 com o lançamento, pela Sony, do modelo MAVICA (Magnetic Video Camera). Capturava imagens em 0.3 megapixels (300.000 pixels) e custava $ 12.000,00. Armazenava até 50 imagens em disquetes de 2 polegadas adaptados pela Sony para esse fim, chamados Mavipacks. As imagens eram visualizadas em TVs ou monitores de computador. Era uma câmera SLR (Single Lens Reflex) e foi lançada com 3 lentes – 25mm F2.0, 50mm F1.4 e uma 16-65 1.4 zoom. Tinha somente uma velocidade de disparo (obturador) de 1/60 e ISO 200. Era alimentada por 3 pilhas formato AA.

Era basicamente uma câmera de TV que congelava imagens (daí o termo Digital Still Camera que por muito foi usado para designar as câmeras digitais) e utilizava 3 ccds para proporcionar uma captura colorida.


Mas a tecnologia se torna mais acessível ao grande público a partir de 1988 quando a Sony lança os modelos Mavica MVC C1 Personal Camera e MVC A10 Sound Mavica (essa com capacidade de gravação de som). Custavam $ 230,00 e $ 350,00. As imagens eram visualizadas na TV. Tinham lente 15mm F2.8, flash incorporado e velocidades de disparo entre 1/60 e 1/500.

Fotografia colorida

A fotografia colorida foi explorada durante os anos de 1800. 0s experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia nem prevenir a cor de enfraquecimento. A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, não chegou ao mercado antes de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata. O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936. O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963.

A fotografia colorida pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em projetor de diapositivos ou em negativos coloridos, planejado para uso de ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial. A último é atualmente a forma mais comum de filme fotográfico colorido (não digital), devido à introdução do equipamento de fotoimpressão automático.

Fotografia digital

A fotografia tradicional era um fardo considerável para os fotógrafos que trabalhavam em localidades distantes (como correspondentes de órgãos de imprensa) sem acesso às instalações de produção. Com o aumento da competição com a televisão, houve um aumento de pressão para transferir imagens aos jornais mais rapidamente. Fotógrafos em localidades remotas carregariam um minilaboratório fotográfico com eles, e alguns meios de transmitir suas imagens pela linha telefônica. Em 1990, a Kodak lançou o DCS 100, a primeira câmera digital comercialmente disponível. Seu custo impediu o uso em fotojornalismo e em aplicações profissionais, mas a fotografia digital nasceu.

Em 10 anos, as câmeras digitais se tornaram produtos de consumo, e estão provavelmente substituindo gradualmente suas equivalentes tradicionais em muitas aplicações, pois o preço dos componentes eletrônicos cai e a qualidade da imagem melhora.

A Kodak anunciou em Janeiro de 2004 que não vai mais produzir câmeras reutilizáveis de 35 milímetros após o fim desse ano. Entretanto, a fotografia "líquida" vai durar, pois os amadores dedicados e artistas qualificados preservam o uso de materiais e técnicas tradicionais.

Na fotografia digital, a luz sensibiliza um sensor, chamado de CCD ou CMOS, que por sua vez converte a luz num código electrónico digital, uma matriz de números digitais (quadro com o valor das cores de todos os pixels da imagem), que será armazenado num cartão de memória. Tipicamente, o conteúdo desta memória será mais tarde transferido para um computador. Já é possível tambem transferir os dados diretamente para uma impressora, gerar uma imagem em papel, sem o uso de um computador. Uma vez transferida para fora do cartão de memória, este poderá ser apagado e reutilizado.

Toca e Foge